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Anthropic diz que Claude identificou origem de parâmetros criptográficos que intrigavam pesquisadores

Anthropic diz que Claude identificou a origem de parâmetros das curvas do NIST. Verificação externa reforça resultado, que não representa quebra de segurança.

Por Redação Ai Lucro · · 2 min de leitura
Computador antigo ao lado de dispositivo de segurança em bancada de laboratório
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O Claude ajudou a identificar como foram produzidos números usados na definição de curvas criptográficas do NIST, informou a Anthropic nesta sexta-feira (16). A descoberta esclarece uma dúvida histórica sobre esses parâmetros e, segundo os pesquisadores, reforça a confiança em sua origem.

O resultado não representa uma quebra da criptografia. O trabalho reconstrói o processo usado para escolher valores públicos que integram os padrões, sem anunciar um método para recuperar senhas ou acessar comunicações protegidas. A empresa publicou os detalhes em seu relato técnico.

Como o Claude encontrou a origem

A investigação apontou para um gerador de números pseudoaleatórios de bibliotecas antigas da linguagem C, inicializado com um registro de data e hora. Segundo a Anthropic, um modelo interno de pesquisa identificou a origem das sementes de cinco curvas em menos de meia hora.

Essas sementes são valores de partida usados para construir parâmetros matemáticos. A falta de explicação pública sobre sua escolha havia alimentado suspeitas de que poderiam ter sido selecionadas para favorecer alguma fraqueza deliberada.

Verificação externa confirmou a reconstrução

O criptógrafo Filippo Valsorda confirmou que a equipe resolveu o desafio para o qual ele havia organizado uma recompensa. Em publicação própria, relatou ter reimplementado o algoritmo em Go para conferir os resultados.

Segundo Valsorda, os registros de tempo recuperados correspondem a 1997 e 1998. As curvas foram posteriormente publicadas pelo NIST no padrão FIPS 186-2, em 2000.

A equipe escolheu doar o prêmio ao Internet Security Research Group, organização responsável pelo Let's Encrypt. Com essa destinação, a recompensa foi triplicada, chegando a US$ 36.864, informou o criptógrafo.

O que muda para quem usa serviços digitais

Não há mudança imediata exigida dos usuários por causa dessa descoberta. A contribuição está na documentação da origem dos parâmetros e na possibilidade de reproduzir o procedimento que os gerou.

Valsorda avalia que o resultado reduz o espaço para uma escolha intencional de curvas enfraquecidas. Ele também registra uma limitação: ainda não está inteiramente explicado por que certos candidatos aparentemente válidos foram descartados durante a seleção original.

Assim, a reconstrução resolve uma parte importante da história desses padrões, mas preserva perguntas específicas sobre o processo. Para o público brasileiro, o anúncio deve ser entendido como pesquisa sobre fundamentos de segurança digital, sem indicação de comprometimento de contas ou de necessidade de trocar credenciais.

Fontes

ClaudeAnthropiccriptografiaNIST

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