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Claude Code passa a negociar o protocolo MCP 2026-07-28, sem sessões, em conectores de nuvem e Remote Control

A versão 2.1.299 do Claude Code negocia a revisão 2026-07-28 do MCP por padrão nos conectores de sessões na nuvem e do Remote Control. Entenda o que muda no protocolo e na regra de permissões.

Por Redação Ai Lucro · · 3 min de leitura
Cabos de fibra óptica conectados em rack de servidores com luzes azuis
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O Claude Code, assistente de programação da Anthropic para o terminal, passou a negociar por padrão a revisão 2026-07-28 do Model Context Protocol (MCP) nos conectores de sessões na nuvem e do Remote Control. Segundo o changelog, a mudança consta na versão 2.1.299, publicada em 14 de outubro de 2026, e vale para instalações que não buscam flags remotas. Quem precisar do comportamento antigo pode voltar com a variável MCP_PROTOCOL_NEGOTIATION=legacy.

O que é a revisão 2026-07-28 do MCP

O MCP é o padrão aberto que liga assistentes de IA a ferramentas e dados externos. A revisão 2026-07-28 é a mais recente da especificação, e o changelog oficial a compara com a anterior, de 25 de novembro de 2025. A mudança mais profunda é que o protocolo deixa de ter sessões.

Na prática, a revisão remove o cabeçalho Mcp-Session-Id do transporte Streamable HTTP e elimina o handshake de initialize e notifications/initialized. Cada requisição passa a carregar a versão do protocolo e as capacidades do cliente no campo _meta. Servidores que precisam guardar estado entre chamadas usam identificadores próprios, repassados como argumentos comuns das ferramentas.

Outras mudanças do protocolo

O changelog da especificação lista ainda:

  • Um método novo, server/discover, que todo servidor deve implementar para informar versões, capacidades e identidade.
  • Um mecanismo único de assinatura, o subscriptions/listen, no lugar do endpoint GET e dos métodos resources/subscribe e resources/unsubscribe.
  • O padrão de múltiplas idas e voltas, no qual o servidor devolve um resultado input_required quando precisa de mais informação, e o cliente repete o pedido com as respostas.
  • Campos ttlMs e cacheScope obrigatórios nas listagens de ferramentas, prompts e recursos, para permitir cache no cliente.
  • Cabeçalhos Mcp-Method e Mcp-Name obrigatórios nas requisições POST do Streamable HTTP.

A revisão também marca como obsoletos os recursos Roots, Sampling e Logging, o transporte HTTP+SSE e o registro dinâmico de clientes OAuth (RFC 7591), este último em favor de documentos de metadados de cliente. Obsoleto, no vocabulário do projeto, significa que o recurso continua funcionando durante a janela de depreciação, mas não deve ser adotado em implementações novas. A política de ciclo de vida estabelece uma janela mínima de doze meses.

O que mudou no Claude Code

Além do protocolo padrão, a versão 2.1.299 altera as regras de permissão para ferramentas MCP. Antes, uma regra mcp__a podia casar com um servidor chamado a__b. Agora isso não acontece, e o changelog manda usar o formato mcp__<servidor>__* para liberar todas as ferramentas de um servidor.

Quem mantém regras de permissão no settings.json deve revisar esses padrões. Uma regra escrita só com o nome do servidor pode deixar de liberar o que liberava antes, e o resultado aparece como pedidos de confirmação inesperados ou ferramentas bloqueadas.

A 2.1.296, de 9 de outubro, já havia ampliado o limite de descrição de ferramentas e de instruções de servidor MCP de 2.048 para 4.096 caracteres. Já a 2.1.295, de 8 de outubro, passou a cortar em 16.384 caracteres (antes 2.048) as descrições de ferramentas MCP carregadas por busca de ferramentas.

Impacto para quem constrói servidores MCP

Para o desenvolvedor que mantém um servidor MCP, o ponto de atenção é a compatibilidade. A especificação diz que os clientes devem tratar resultados de servidores antigos, sem o campo resultType, como resultados completos. Ainda assim, quem hospeda servidores com estado preso à sessão precisa repensar o desenho, já que o protocolo não oferece mais um identificador de sessão.

O changelog também recomenda que servidores devolvam as ferramentas de tools/list em ordem determinística, o que ajuda tanto o cache no cliente quanto a taxa de acerto do cache de prompt dos modelos.

Os SDKs oficiais e os servidores de terceiros vão precisar acompanhar a revisão. Se algo quebrar depois da atualização do Claude Code, a saída imediata é a variável de modo legado. A saída definitiva é atualizar o servidor para falar a nova versão.

O que esperar

Com a Anthropic adotando a revisão por padrão nesses conectores, a tendência é que bibliotecas e servidores populares publiquem versões compatíveis nas próximas semanas. Ainda não há, nas fontes oficiais consultadas, um calendário para isso. Vale acompanhar o changelog do Claude Code e o repositório do protocolo.

Fontes

mcpclaude codeprotocoloagentes

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