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CEO da Replit diz que deixou Anthropic; documentação ainda lista Claude

Amjad Masad aponta custo e desempenho para preferir a OpenAI, mas documentação da Replit ainda inclui modelos Claude entre as opções do agente de IA.

Por Redação Ai Lucro · · 2 min de leitura
Ilustração gerada por IA de uma estação de desenvolvimento com dois monitores
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O CEO da Replit, Amjad Masad, afirmou que a empresa deixou de trabalhar com a Anthropic, segundo relato publicado nesta sexta-feira (16) pelo Unite.AI. A declaração, feita no TechCrunch Disrupt, contrasta com a documentação pública da plataforma, que ainda apresenta modelos Claude entre as opções do agente de programação.

Masad atribuiu a preferência pela OpenAI a custo, desempenho e parceria. Segundo o relato da entrevista, o executivo disse que os modelos Sol e Astra se saem melhor nas avaliações utilizadas pela Replit para construir aplicativos a partir de instruções.

Essa é uma avaliação do executivo sobre as necessidades da empresa, não uma demonstração de superioridade universal entre os fornecedores.

Replit ainda lista modelos Claude

A documentação consultada apresenta Claude Sonnet 5 e Sonnet 4.6 no Power Mode. No Max Mode, aparecem Fable 5.1, Opus 5.5 e outras versões do Claude, ao lado de modelos de outros fornecedores.

A própria página ressalva que a disponibilidade varia conforme a liberação do recurso, as configurações da organização e as autorizações da conta. O seletor exibido dentro do produto é a referência para saber quais modelos cada usuário pode escolher. As informações estão no guia oficial do seletor de modelos.

O TechCrunch também relata que uma fonte familiarizada com a relação comercial contestou a declaração de encerramento. Leia a reportagem.

Com essas informações, não é possível tratar a fala como confirmação de que todos os modelos da Anthropic foram removidos do serviço.

O que muda para quem programa

A documentação descreve duas formas de funcionamento: seleção manual e roteamento automático. No modo automático, a plataforma escolhe um modelo conforme a complexidade da tarefa, buscando equilibrar qualidade e custo, e pode trocar de modelo ao longo do trabalho.

O Free Mode utiliza sempre esse roteamento, sem escolha manual. Já usuários Core e Pro podem selecionar opções disponíveis nos modos Power e Max, segundo o guia.

Para desenvolvedores brasileiros, a declaração não equivale a uma instrução de migração nem comprova mudança imediata em seus projetos. O ponto verificável é a diferença entre a preferência comercial anunciada pelo CEO e as opções ainda descritas publicamente pela empresa.

O esclarecimento pendente é o alcance da fala de Masad: quais relações comerciais ou usos técnicos ela abrange e como isso se concilia com a presença do Claude na documentação.

Fontes

ReplitAnthropicClaudeprogramação com IA

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