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Cursor libera controle remoto de agentes pelo iPhone e amplia agentes na nuvem

O Cursor lançou em outubro o controle remoto de agentes locais pelo app iOS e, em 16 de outubro, canvases, API de ambientes em beta e ambientes com 300 repositórios.

Por Redação Ai Lucro · · 3 min de leitura
Desenvolvedor segurando um smartphone com notebook aberto ao lado
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O Cursor anunciou em outubro duas novidades para quem trabalha com agentes de programação. No dia 6, liberou o controle remoto de agentes locais pelo app para iPhone. No dia 16, o changelog registrou canvases interativos para agentes na nuvem, uma API de ambientes em beta e ambientes com suporte a até 300 repositórios.

Controle remoto de agentes locais pelo iPhone

Desde 6 de outubro, é possível acompanhar e responder a agentes que rodam no seu computador a partir do app do Cursor para iOS. Segundo o changelog, o recurso vem ligado por padrão, exceto em organizações Enterprise, em que o administrador precisa ativá-lo em Org settings, na área de segurança e identidade.

O agente continua rodando na sua máquina. Por isso, o computador precisa ficar ligado e conectado à internet. A opção "Keep this computer awake" ajuda a evitar que o Mac entre em repouso, mas a empresa avisa que o notebook precisa estar na tomada e com a tampa aberta. O controle remoto não depende de agentes na nuvem.

A documentação do app para iOS acrescenta detalhes: o recurso exige o cliente do Cursor na versão 3.9.8 ou superior, aparece nas configurações de Agents e também pelo comando /remote-control, e está disponível nos planos Pro, Pro+, Ultra, Teams e Enterprise para quem tem acesso aos agentes na nuvem. Em Teams e Enterprise, o administrador precisa habilitar no painel. A configuração só aparece na janela de Agents.

Canvases e ambientes maiores nos agentes de nuvem

A entrada de 16 de outubro do changelog traz três mudanças:

  • Canvases: agentes na nuvem podem montar canvases interativos e compartilhá-los com a equipe por link.
  • API de ambientes (beta): permite criar e gerenciar ambientes de nuvem por programa, e não só pela interface web.
  • Ambientes com até 300 repositórios: o Cursor diz que ambientes grandes agora carregam cinco vezes mais rápido.

A documentação do app para iOS informa que ambientes e segredos dos agentes na nuvem são configurados na web, e que o celular usa o que já estiver pronto. Na tela do celular, as mudanças aparecem em uma visualização de diferenças (diff), e não em um espaço de trabalho completo. A API em beta é um caminho para automatizar essa configuração, mas o changelog não detalha os endpoints.

Marketplace de apps do Origin

O changelog também traz uma entrada de 13 de outubro sobre o marketplace de apps do Origin. Segundo o texto, ele integra mais de 20 aplicativos de implantação, integração contínua, revisão de código, segurança, monitoramento e gestão de projetos, com parceiros como Cloudflare, Linear, Sentry e Socket Security. O marketplace passou a aceitar envios públicos de qualquer equipe que construa ferramentas para desenvolvedores. Para enviar, é preciso usar a API do Origin, deixar o app público e submeter com identificador, tags e vídeo de demonstração.

O que muda para quem usa o Cursor

A leitura prática é de que o Cursor está tirando o agente da frente do editor. Com o controle remoto, dá para aprovar um passo ou corrigir uma instrução sem voltar à mesa. Com agentes na nuvem e ambientes maiores, equipes com muitos repositórios, como monorepos fragmentados ou empresas com dezenas de serviços, ganham um caminho para rodar tarefas fora do computador.

Os cuidados também são concretos. O agente local depende de a máquina estar acesa, e a documentação informa que o raciocínio do agente passa pela nuvem do Cursor enquanto as ferramentas rodam no seu computador. Times com regras de privacidade devem consultar a política de dados antes de liberar o recurso.

O que esperar

O changelog não informa preços adicionais para essas funções. A API de ambientes está em beta, o que indica que o formato pode mudar. Quem administra uma equipe deve testar com um grupo pequeno e acompanhar o changelog do Cursor, onde as próximas versões costumam aparecer.

Fontes

cursoragentes de iacloud agentsios

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