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Charles Schwab libera transferência de Bitcoin e Ethereum para todos os clientes nos EUA

Corretora americana abre contas Schwab Crypto a todos os clientes elegíveis e permite transferir Bitcoin e Ethereum de fora da plataforma, com limites e taxas.

Por Redação Ai Lucro · · 3 min de leitura
Terminal de corretora financeira com gráficos de criptomoedas e ações lado a lado
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

A Charles Schwab, uma das maiores corretoras tradicionais dos Estados Unidos, abriu a negociação de Bitcoin e Ethereum a todos os clientes de varejo elegíveis e começou a liberar transferências de criptomoedas vindas de fora da plataforma. O anúncio foi feito pelo CEO Rick Wurster em 15 de outubro de 2026, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre da empresa.

A medida amplia o acesso às contas Schwab Crypto, que até então estavam disponíveis apenas a parte da base de clientes, e coloca a corretora em concorrência direta com exchanges especializadas em cripto, como Coinbase e Binance.US.

O que muda nas contas Schwab Crypto

Segundo Wurster, "todos os clientes agora podem acessar a Schwab Crypto", e a empresa passou a permitir que os investidores movam criptomoedas que já possuíam em outras plataformas para dentro da conta na Schwab, além de retirar ativos de lá para carteiras externas. Antes, era possível apenas comprar e vender Bitcoin e Ethereum dentro do próprio sistema da corretora, sem movimentar os ativos para fora.

A liberação das transferências é o passo que faltava para equiparar a experiência da Schwab à de uma exchange cripto tradicional: agora o cliente pode consolidar em um só lugar ativos comprados em outras plataformas, ou sacar para uma carteira própria as criptomoedas adquiridas ali.

Limites e taxas da operação

De acordo com a CoinMarketCap Academy, a Schwab impôs regras de segurança para a nova funcionalidade: até três retiradas por período de 24 horas, com limite de 5 mil dólares cada, depósitos mensais limitados a 50 milhões de dólares e um período de espera de 24 horas sempre que um novo endereço de carteira externa é cadastrado, antes de liberar transferências para esse endereço.

A taxa cobrada por operação de compra ou venda é de 0,75%, com valor mínimo de 1 dólar e máximo de 2 milhões de dólares por transação. Os limites e o período de espera seguem a lógica adotada por outras corretoras e bancos ao entrar no mercado cripto: dar tempo para identificar tentativas de fraude antes de liberar movimentações maiores.

Mais criptomoedas a caminho

A Schwab também informou que vai ampliar o catálogo de ativos disponíveis. Segundo Wurster, a corretora vai lançar acesso a três novas moedas até o fim de 2026: Solana (SOL), Avalanche (AVAX) e Chainlink (LINK), que hoje somadas movimentam volumes expressivos de negociação entre as exchanges especializadas.

A expansão segue uma estratégia declarada pelo próprio CEO: segundo ele, a Schwab está "expandindo para novas áreas que criam fluxos de receita adicionais baseados em transações, como cripto e mercados de previsão".

Resultado trimestral puxado pela expansão

O anúncio veio junto com a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026. A Schwab registrou receita líquida recorde de 7,2 bilhões de dólares, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume médio diário de negociação chegou a 10,7 milhões de operações, crescimento de 44%, e a corretora abriu 1,2 milhão de novas contas no trimestre, somando 48,6 milhões de contas de clientes no total.

Os números reforçam o movimento de bancos e corretoras tradicionais em direção ao mercado cripto. Nos últimos anos, instituições como Fidelity, Morgan Stanley e BlackRock já ampliaram a oferta de produtos ligados a Bitcoin e Ethereum, impulsionadas também pela aprovação de ETFs de criptomoedas à vista nos EUA.

Por que isso importa

O serviço da Schwab ainda é restrito a clientes nos Estados Unidos e não está disponível para investidores brasileiros. Mesmo assim, o movimento é um indicativo de para onde o mercado caminha: cripto deixando de ser um produto de nicho, oferecido só por exchanges especializadas, e passando a integrar o cardápio padrão de corretoras que já administram contas de aposentadoria, ações e fundos.

Para o investidor brasileiro, o episódio funciona como termômetro. Se corretoras do tamanho da Schwab, com quase 49 milhões de contas, apostam em cripto como fonte relevante de receita, a tendência é que corretoras locais sigam ampliando produtos semelhantes por aqui também. Vale lembrar que preço e volume de criptomoedas são voláteis e nada no anúncio da Schwab representa recomendação de investimento.

Fontes

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