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ETFs de bitcoin e ether perdem US$ 152 milhões em um dia; fundos de BTC somam US$ 535 milhões em saídas no mês

ETFs de bitcoin e ether tiveram saída líquida de US$ 152 milhões em 16 de outubro; no mês, os fundos de BTC já perderam US$ 535 milhões, segundo levantamentos.

Por Redação Ai Lucro · · 4 min de leitura
Mesa de operações com monitores exibindo gráfico em queda e uma moeda metálica apoiada ao lado
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Os ETFs americanos de bitcoin e ether à vista tiveram saída líquida combinada de cerca de US$ 152 milhões em 16 de outubro de 2026 — US$ 82,39 milhões nos fundos de bitcoin e US$ 69,68 milhões nos de ether —, segundo levantamento do Crypto Briefing. É o fluxo que ajuda a explicar por que o bitcoin travou na faixa dos US$ 81 mil depois de ter passado de US$ 84 mil mais cedo na mesma semana.

Na manhã de 17 de outubro, o BTC era cotado a US$ 81.558,10, queda de 0,73% no dia, de acordo com a Investing.com. Entre o pico semanal acima de US$ 84 mil e a defesa do suporte na casa dos US$ 80 mil, o mercado passou os últimos dias sem direção definida.

ETFs de bitcoin trocam US$ 2,6 bilhões de entrada por US$ 535 milhões de saída

A virada no fluxo mensal é o dado mais relevante. Até meados de outubro, os ETFs de bitcoin acumulavam cerca de US$ 535 milhões de saída líquida no mês, segundo o Crypto Briefing. Em setembro, os mesmos fundos haviam captado aproximadamente US$ 2,6 bilhões.

Ou seja: o dinheiro institucional que sustentou boa parte da alta do mês passado deixou de entrar e começou a sair. Isso não equivale a liquidação em massa. O conjunto de ETFs de bitcoin segue com patrimônio entre US$ 105 bilhões e US$ 106 bilhões e detém mais de 1,27 milhão de BTC; os fundos de ether somam cerca de US$ 15 bilhões.

O fluxo diário oscila, não é fuga linear

Os números da semana compilados pela Investing.com mostram vaivém, não saída contínua:

  • 12 de outubro: saída de US$ 65,4 milhões no IBIT
  • 13 de outubro: entrada de US$ 175,7 milhões
  • 14 de outubro: saída de cerca de US$ 261,4 milhões
  • 16 de outubro: saída de US$ 82,39 milhões

Esse padrão é típico de realocação tática, com gestores ajustando posição conforme o cenário macro.

Quem liderou os resgates e por que as fontes divergem

As duas apurações não batem. Segundo a Investing.com, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, respondeu por US$ 71,78 milhões dos resgates de 16 de outubro. O Crypto Briefing, por sua vez, aponta o FBTC, da Fidelity, como líder das retiradas do dia e registra que contagens alternativas colocam a saída total do bitcoin em apenas US$ 10,6 milhões.

A divergência é comum em dados de fluxo de ETF: provedores trabalham com janelas de liquidação e critérios de consolidação diferentes, e os valores costumam ser revisados. Qualquer número diário deve ser tratado como preliminar.

Vale uma distinção sobre o funcionamento desses fundos: saída registrada no IBIT significa resgate de cotistas, não uma decisão da BlackRock de reduzir a própria exposição ao bitcoin. No ETF à vista, o gestor compra ou vende BTC para acompanhar o que o cotista faz.

O que está por trás da pressão sobre o preço

A reportagem da Investing.com atribui a fraqueza a dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos e à expectativa de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. É a mesma lógica que pesa sobre ações de tecnologia: juro americano mais alto encarece o custo de oportunidade de manter ativos que não pagam rendimento.

O que os ETFs de bitcoin dizem ao investidor brasileiro

O fluxo dos fundos americanos funciona como termômetro da origem do movimento. Quando o preço cai com saída relevante de ETF, há resgate de capital institucional por trás. Quando cai sem saída, a pressão tende a vir de alavancagem e de varejo nos mercados à vista e de derivativos.

Agora os dois lados aparecem: houve saída de fundos, mas em escala modesta diante de um patrimônio superior a US$ 105 bilhões, e o estoque de bitcoin sob custódia dos ETFs continua praticamente intacto.

Vale lembrar que BTC e ETH são ativos de alta volatilidade e que os preços citados aqui valem para o momento da apuração. Nada neste texto é recomendação de investimento.

O que observar nos próximos dias

Três pontos: se o fluxo dos ETFs volta ao campo positivo, se o bitcoin segura o suporte na casa dos US$ 80 mil e qual será a leitura do mercado sobre os próximos passos do Federal Reserve. A Investing.com aponta que operadores acompanham se uma retomada da demanda via ETF seria suficiente para levar o preço de volta à faixa dos US$ 83 mil.

Fontes

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