Microsoft muda cobrança do Copilot por uso, mas mudança ainda não vale para o Brasil
A partir de dezembro, novas licenças do Microsoft 365 Copilot Business via CSP vêm com cobrança por uso. Brasil fica fora da mudança por enquanto.

A Microsoft confirmou que, a partir de 1º de dezembro de 2026, a cobrança por uso passará a ser o modelo padrão para novas licenças do Microsoft 365 Copilot Business vendidas por parceiros do programa CSP (Cloud Solution Provider). A mudança, porém, não chega ao Brasil por enquanto, segundo anúncio publicado pela própria empresa no Partner Center.
A data é diferente da informada anteriormente pela Microsoft, que havia comunicado 2 de novembro de 2026 como início da mudança e depois adiou o prazo para dezembro.
O que muda na cobrança do Copilot
Com a atualização, toda nova assinatura do Microsoft 365 Copilot Business comprada via CSP passa a nascer com a cobrança por uso (usage-based billing) ativada por padrão, em vez do modelo de licença fixa mensal que prevalece hoje. Nesse esquema, o cliente paga conforme o consumo real medido em Copilot Credits, moeda interna da Microsoft para taxar recursos de inteligência artificial.
O limite padrão de gastos é de 4.000 Copilot Credits por usuário ao mês, mas o administrador da conta pode ajustar esse valor. A própria Microsoft dá um exemplo: uma empresa com 100 usuários do Microsoft 365 Copilot Business pode consumir até 400 mil créditos por mês dentro do limite padrão, com a cobrança variando de acordo com o uso efetivo.
Os créditos são consumidos por recursos específicos, como o Copilot Cowork, o Work IQ API (usado por apps e agentes personalizados), o Copilot Managed Runtime, o recurso de código do Copilot e funções avançadas do Copilot no SharePoint e no OneDrive, de acordo com a documentação de cobrança por uso da Microsoft. A empresa afirma que vai incluir mais serviços e agentes nesse modelo com o tempo.
A Microsoft também antecipou que vai liberar ambientes de sandbox no Partner Center a partir de 2 de novembro de 2026, para que os parceiros testem a nova configuração de cobrança antes da entrada em vigor.
Por que o Brasil fica fora
A Microsoft foi explícita: a mudança "inicialmente não estará disponível" em onze mercados, entre eles o Brasil. A lista inclui também Austrália, Bélgica, França, Alemanha, Índia, Itália, Coreia do Sul, Holanda, Polônia e Espanha. A empresa não detalhou o motivo da exclusão desses países na primeira fase, apenas informou que vai "compartilhar informações adicionais conforme a disponibilidade se expande" para esses mercados.
Na prática, isso significa que empresas brasileiras que comprarem ou renovarem o Microsoft 365 Copilot Business por um parceiro CSP continuam, por ora, no modelo de licença com preço fixo por usuário, sem o componente de pagamento por consumo que passa a valer em outros países a partir de dezembro. Para quem está planejando orçamento de IA para 2027, isso reduz o risco de variação de custo mês a mês, mas também adia o acesso a um modelo que pode ser mais barato para equipes com uso leve do Copilot.
Renomeação das licenças atuais
Paralelamente à mudança de cobrança, a Microsoft também ajustou a nomenclatura comercial do Copilot. Desde 16 de outubro de 2026, as ofertas atuais passaram a incluir o sufixo "(add-on)" no nome, como "Microsoft 365 Copilot (add-on)" e "Microsoft 365 Copilot Business (add-on)" — uma referência ao fato de que, hoje, essas licenças exigem uma assinatura básica do Microsoft 365 como pré-requisito.
A partir de 1º de dezembro de 2026, a Microsoft vai lançar versões novas do Microsoft 365 Copilot e do Microsoft 365 Copilot Business que podem ser compradas sem a necessidade de ter antes uma assinatura Microsoft 365 básica. Segundo a empresa, essas novas ofertas terão o mesmo preço das atuais, contarão com identificadores de produto e SKU próprios — a serem divulgados em 1º de novembro — e estarão disponíveis em todos os canais de venda, incluindo CSP, para clientes comerciais, de educação, governo e sem fins lucrativos. As licenças atuais com sufixo "(add-on)" deixam de ser vendidas a partir dessa data, mas quem já é cliente pode continuar renovando e ajustando o número de posições normalmente.
O que esperar
A Microsoft não deu prazo para estender a cobrança por uso ao Brasil nem aos outros dez mercados excluídos — apenas prometeu mais informações "conforme a disponibilidade se expande". Já a chegada das novas licenças do Copilot sem exigência de assinatura Microsoft 365 básica, prevista para dezembro, não tem nenhuma restrição geográfica informada até agora, o que pode facilitar a adoção isolada da ferramenta por aqui antes mesmo de o componente de créditos por consumo chegar ao país.
Fontes
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