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TSMC tem lucro recorde de quase 69% no 3º trimestre com demanda por chips de IA

TSMC lucra US$ 24 bi no 3º trimestre, alta de 68,7%, e diz que demanda por chips de IA segue acima da capacidade de produção.

Por Redação Ai Lucro · · 3 min de leitura
Fábrica de semicondutores com wafers de silício sendo manuseados por braços robóticos em sala limpa
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

A TSMC, maior fabricante de chips do mundo, registrou lucro líquido de NT$ 763,06 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 68,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela demanda por chips de IA. O resultado superou as projeções de Wall Street, que esperava algo em torno de NT$ 746,3 bilhões, e marcou o sexto trimestre consecutivo de lucro recorde para a empresa taiwanesa.

Como a TSMC fabrica os chips usados por Nvidia, Apple, AMD e outras gigantes de tecnologia, seus números funcionam como termômetro antecipado para o setor inteiro, incluindo produtos que chegam ao consumidor brasileiro. O resultado reforça que a corrida por hardware de inteligência artificial ainda não mostra sinais de desaceleração.

Receita cresce 41% e HPC domina o faturamento

A receita trimestral da TSMC somou US$ 46,72 bilhões, um salto de 41,2% em relação ao ano anterior e de 16,2% em comparação com o trimestre anterior, de acordo com dados compilados pelo site especializado Crypto Briefing.

O segmento de computação de alto desempenho (HPC), que inclui os chips usados em servidores de inteligência artificial, passou a responder por 68% da receita da empresa, contra 57% um ano antes. Os processos mais avançados de fabricação, de 3 e 5 nanômetros, representaram 61% da receita total de wafers no período.

Demanda por chips de IA segue "muito acima" da capacidade, diz CEO

Em teleconferência com investidores, o presidente e CEO da TSMC, C.C. Wei, disse que a demanda por chips de IA segue "muito acima" da capacidade atual de fornecimento da empresa. Wei não detalhou se o gargalo está concentrado em aceleradores de IA ou em processadores de uso geral, mas negou qualquer sinal de desaceleração no segmento de aceleradores, segundo reportagem do site The Motley Fool.

Com base nesse cenário, a TSMC elevou sua projeção de crescimento de receita para 2026 de pouco mais de 40% para aproximadamente 44% em dólares. A empresa também projetou receita entre US$ 52,3 bilhões e US$ 54,3 bilhões para o quarto trimestre, patamar que serve de indicador para os próximos resultados de clientes como a Nvidia.

O que isso significa para o Brasil

A TSMC não vende diretamente ao consumidor final, mas fabrica os chips que equipam notebooks, smartphones, data centers de IA e placas de vídeo vendidas no país. Uma demanda que segue acima da oferta tende a manter pressão sobre preços e disponibilidade de produtos que dependem desses semicondutores, da linha de celulares topo de linha aos servidores usados por empresas brasileiras para rodar modelos de inteligência artificial.

Também é um sinal para quem acompanha ações de tecnologia por aqui: resultados da TSMC costumam anteceder o desempenho de fornecedoras como a Nvidia. Apesar do resultado forte e da previsão otimista da TSMC, as ações da Nvidia caíram cerca de 9% em sete dias, segundo o Motley Fool, que apontou a diferença de múltiplo de preço sobre lucro entre as duas empresas (14 vezes para a Nvidia contra 19 vezes para a TSMC) como ponto de atenção para investidores. Vale lembrar que dados sobre o mercado de ações não configuram recomendação de investimento.

O que esperar nos próximos meses

Com a demanda por chips de IA ainda superando a oferta, a expectativa é que a TSMC continue priorizando investimentos em capacidade de produção nos próximos trimestres. Isso inclui a expansão de fábricas fora de Taiwan, como as unidades nos Estados Unidos, movimento que a empresa já vinha conduzindo para atender à base de clientes que dependem de seus chips mais avançados.

Para o setor de tecnologia no Brasil, o cenário reforça que componentes ligados à inteligência artificial devem continuar escassos e caros no curto prazo, à medida que fabricantes de hardware disputam espaço na fila de produção da TSMC.

Fontes

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