Enquanto aloca US$ 600 bilhões para Nvidia, OpenAI negocia compra direta de chips do Google
Enquanto compromete US$ 600 bilhões com Nvidia, OpenAI negocia compra direta de TPUs do Google para diversificar fornecedores de chips.

A OpenAI está negociando comprar diretamente as TPUs do Google, o chip que concorre com as GPUs da Nvidia. A informação foi reportada pelo The Information em 27 de outubro de 2026.
A negociação chama atenção pelo timing: a OpenAI tem com a Nvidia um acordo de suporte de crédito de mais de US$ 100 bilhões e um compromisso de compra de cerca de US$ 600 bilhões até 2030. Mesmo assim, a empresa de Sam Altman busca uma segunda fonte fora do ecossistema Nvidia.
Da locação à compra direta
A OpenAI já usa TPUs do Google desde 2025, mas até agora apenas alugava a capacidade pela Google Cloud. Segundo o The Information, a negociação atual é outra: comprar o hardware diretamente, o que daria à OpenAI mais controle sobre o chip e, potencialmente, custo menor por unidade de computação do que o modelo de aluguel.
Como parte do mesmo movimento, a OpenAI também passaria a oferecer alguns de seus modelos mais recentes através da Google Cloud. Nenhuma das duas empresas confirmou oficialmente os termos. Valor do contrato, volume de chips e cronograma não foram divulgados.
A fonte
A informação vem de uma única apuração jornalística do The Information, baseada em fontes familiarizadas com as negociações, sem confirmação oficial das duas empresas. Os números do negócio não foram revelados — as negociações podem não se concretizar.
Nvidia não sai de cena
O movimento não significa que a OpenAI está abandonando a Nvidia. Os US$ 600 bilhões em compromissos seguem em pé, e a empresa também desenvolve chip próprio em parceria com a Broadcom. TPUs do Google funcionam como complemento à infraestrutura da OpenAI, não substituição.
Do lado do Google, o retorno financeiro da venda de TPUs para terceiros ainda não é imediato. Segundo a Finimize, o próprio Alphabet já sinalizou que apenas uma pequena parte da receita de TPU deve ser reconhecida ainda em 2026, com a maior parte prevista só para 2027.
O que observar
Para quem acompanha a corrida por chips de IA, este é o primeiro sinal concreto de que o maior comprador de GPUs do mundo busca depender menos de um único fornecedor. Vale acompanhar:
- Se OpenAI e Google confirmarão oficialmente valor, volume e prazo do acordo de compra de TPUs.
- Os resultados trimestrais do Alphabet, para verificar se a receita de TPU para clientes externos aparece antes do previsto para 2027.
- Se a Nvidia reage ao movimento com novos termos comerciais para grandes clientes como a OpenAI.
- O andamento do chip próprio da OpenAI com a Broadcom, que compete pelo mesmo espaço de alternativa à Nvidia.
Fontes
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