Nvidia não vai lançar nenhuma GPU de jogos em 2026; RTX 60 só em 2028
Pela 1ª vez em 30 anos, a Nvidia não terá GPU RTX nova em 2026. Entenda por que a prioridade virou IA e quando a RTX 60 deve chegar.

A Nvidia não deve lançar nenhuma GPU de jogos nova em 2026, segundo reportagem do site especializado Tom's Hardware. É a primeira vez em mais de 30 anos consecutivos de lançamentos de placas de vídeo que a empresa fica um ano inteiro sem apresentar uma geração ou um refresh da linha RTX. A substituta da atual RTX 50, batizada de RTX 60, só deve chegar às lojas em 2028.
Para quem joga no PC no Brasil, a notícia significa mais tempo de uso do catálogo atual da Nvidia — e nenhuma pressão imediata para os preços da RTX 50 caírem, já que a própria empresa não terá um produto mais novo para substituí-la tão cedo.
Por que a RTX 60 só chega em 2028
Segundo o leaker Kopite7kimi, citado pelo Tom's Hardware, a produção em massa da série RTX 60 só deve começar no fim de 2027, com lançamento efetivo em 2028. Em publicação de 21 de setembro de 2026, o vazador resumiu o adiamento de forma direta: "GR20x é um produto de 2028. Isso significa que adiaram novamente", segundo registrou o site WccfTech, que também acompanha o histórico de vazamentos da Nvidia.
Kopite7kimi tem reputação consolidada entre entusiastas de hardware por ter antecipado corretamente detalhes das séries RTX 30 e RTX 40 antes dos anúncios oficiais da Nvidia, o que dá peso à informação apesar de não ser uma confirmação oficial da empresa.
A prioridade virou chip de IA
A explicação apontada pelo Tom's Hardware para o sumiço da linha gamer em 2026 combina dois fatores. O primeiro é a disputa por capacidade de fabricação na TSMC, principal fornecedora de chips da Nvidia: a empresa estaria reservando o máximo possível dessa capacidade para processadores de data center voltados a inteligência artificial, como os da plataforma Vera Rubin, em vez de destinar linhas de produção para GPUs de consumo. O segundo é a escassez global de chips de memória GDDR7, que já vinha pressionando custos e disponibilidade da própria linha RTX 50 e tornou um lançamento apressado da nova geração ainda menos atraente para a empresa.
Data centers de IA pagam muito mais por unidade de silício do que placas gamer, e a demanda por esses chips segue em alta entre grandes clientes de nuvem e provedores de modelos de IA. Isso torna comercialmente mais atraente para a Nvidia concentrar a produção disponível nesse segmento, mesmo que isso signifique deixar o mercado de jogos sem novidades por um ano inteiro.
O que muda para quem joga no Brasil
Sem uma nova geração chegando em 2026, o consumidor brasileiro que pretende atualizar o PC continua dependente da linha RTX 50, lançada em 2025, que já enfrenta preços elevados por aumento de custo de memória e componentes. Não há, por ora, perspectiva de uma versão intermediária ou "Super" da RTX 50 anunciada oficialmente pela Nvidia para preencher esse espaço.
Para quem está pensando em comprar uma placa agora, isso reduz o risco de "ficar para trás" rapidamente: não existe um lançamento iminente que torne a RTX 50 obsoleta em poucos meses. Por outro lado, também não há motivo para esperar quedas de preço puxadas por uma geração nova mais barata entrando no mercado em 2026.
O que esperar a partir daqui
A Nvidia não confirmou oficialmente datas de lançamento da próxima geração de GPUs gamer — as informações seguem no campo do vazamento, mesmo vindas de uma fonte com histórico de acerto. Até a produção em massa da RTX 60 começar, no fim de 2027, é provável que a atenção pública da Nvidia continue voltada para anúncios de chips e plataformas de data center, como aconteceu ao longo de 2026.
Para o consumidor final, o sinal mais claro é prático: quem joga no PC deve se planejar para conviver com a linha RTX 50 por mais tempo do que o ciclo histórico de cerca de dois anos entre gerações da Nvidia.
Fontes
Leia também

Grok Bot atinge 800 mil assinantes semanais, mas Musk admite: custo 'insustentavelmente alto

OpenAI usou seu Codex para desenhar o Jalapeño, o chip que vai rodar suas próximas IAs — em 9 meses

SpaceX comprou o Cursor por US$ 60 bi — agora a OpenAI corta o acesso e usa o passado de Musk como prova
